domingo, 18 de abril de 2010

um "entre" apenas...

Por tantas e tantas vezes me coloco entre a angustia de escrever...
Entre tantas e tantas questões, a da incompletude me atormenta e
transforma um  prazeroso exercício de abstração em um sofrido embate
interno...



segunda-feira, 5 de abril de 2010

SANAA

Gosto do sentido poético adjacente
a pequenas aberturas..(claro que o "pequenas aberturas" relaciona-se diretamente com
o porte do edifício..rs..)...
Gosto da forma respeitosa com que nos sugere "visões", enquadramentos...sensações...
como nos oferece o olhar do arquiteto, e a partir dele..gerar em cada retina seu próprio
reflexo, seu sentido único...a partir de um...

sexta-feira, 2 de abril de 2010

Incompreensões...alguns intercruzamentos...alguns paradigmas...


Como é recorrente a discussão do processo de projeto
frente aos modelos de tripartição burguesa tão reforçados
pelas ofertas mercadológicas.
Como ano após ano, essa discussão suscita interesse, desperta
até uma certa ira, e consegue dividir opiniões.
E como...ainda existem olhares que padecem de traços pueris, ingenuos...
irritantemente imaturos.

É quase inconpreensível, como que ainda hoje permitem e sustentam o heroísmo
inovador Moderno nas disciplinas de graduação.
Impõem a repetição da releitura de um modelo pronto ( Sim, pq o Moderno traz
um modelo pronto com nova roupagem...pouco avanço no que concerne a essência do
morar, do espaço, da arquitetura concebida), e acreditam que isso "forma"arquitetos.

domingo, 21 de fevereiro de 2010

os "entres" nas artes, na vida, nos pensamentos...

Eu havia acabado de me deparar com os vazios, os "entres" na arquitetura do museu judaico em Berlim, projeto do arquiteto Daniel Libeskind, e parece que esse inacabado da obra me instiga.

Em Libeskind, os vazios transbordam dor, o silêncio ecoa o sofrimento vivido e que a obra busca retratar
respeitosamente.
Mas parece que a questão dos "entres" não é novidade, mas
recorrente nas obras e questionamentos de alguns artistas.


"O Beijo", escultura em mármore de Rodin...carrega no âmago da paixão, no leito do amor retratado a dúvida, a diagonal vazia entre dois corpos que da entrega fazem poesia, dúvida e caos.
O beijo, que do amor tiraria seu fôlego...
O beijo, que na verdade não acontece...
O beijo, que não beija...


Le Baiser, 1888 - 1889
marbre - 181,5 x 112,3 x 117 cm
Photo : E. & P. Hesmerg

Disponível em: http://www.musee-rodin.fr/images/imagra/S1002.jpg.
Acesso em: 21 fev 2010.

terça-feira, 16 de fevereiro de 2010

Uma introdução para um recomeço...

2010... a cada ano todos fazemos planos...









um novo trabalho, mais livros lidos...
um novo amor, novos amigos...
possíveis viagens...novos sonhos, novas realidades...
novos aromas, espacialidades, cotidianos...

Aqui, o diário, desabafos... desse trajeto cheio de desafios, novidades
e paixão, mta paixão por Arquitetura e Arte.

Sempre é tempo...

=]

domingo, 13 de dezembro de 2009

um presente...Bachelard






“Pelos poemas, talvez mais do que pelas lembranças, tocamos o fundo poético do espaço da casa [...]: a casa abriga o devaneio, a casa protege o sonhador, a casa nos permite sonhar em paz” (1974, p. 359).

A Poética do espaço - Gaston Bachelard

terça-feira, 13 de outubro de 2009

entre nietzsche, palladio e mies...

...uma angústia para ser vivida.


A angustiante verdade da insolúvel arquitetura enquanto idealização.
A construção de idéias, conceitos que não passam de palavras.
A ilusão da genialidade Corbusiana, a hipócrita inovação moderna,
Só foi inovação enquanto experimentação nas classes baixas.



A casa de Gropius, ícone da Bauhaus, não passa de tripartição burguesa...
A confusão conceitual e comportamental enquanto postura profissional
que se criou 5 anos atrás perdura até as mais profundas reflexões atuais.



O confrontar-se com angustias, lidar com incertezas e aceitá-las
como parte inerente à condição humana enquanto resultado de
uma formação heterogênea e rica em diversidade.



A recorrência secular da arquitetura de fachadas se apresenta
a mim inclusive como parte da arquitetura acadêmica,
e o não saber como lidar com essa verdade é, no mínimo, desconcertante.

domingo, 16 de agosto de 2009

depois de 5 anos...


A Arquitetura para mim...



A Arquitetura entendida pura e simplesmente como ambiente construído fisicamente é no mínimo um conceito atrasado e leigo. Arquitetura é sonho, é romper paradigmas e tabus, é acreditar no imaterial, no virtual. Arquitetura é pensamento, é libertação, é alimento para a alma de uma aspirante à arquiteta que se esbanja com deliciosas palavras que enaltecem a beleza da profissão. É uma conversa agradável em uma mesa de bar, é divagar por aí sem pensar em nada e em tudo ao mesmo tempo, é acreditar que podemos sim fazer a diferença, com a sutil diferença de não esperar nada em troca. É inquietação e inconformismo. É saber que arquiteto não é aquele que faz mansões, mas aquele que sabe de seu papel social nas cidades e sociedade.
Arquitetura não existe apenas com tijolos e concreto armado. Arquitetura existe com paixão, de quem por ela morre de amores e nela acredita. Arquitetura é a forma, o traço, o simples e o complexo... Arquitetura é vida!

sexta-feira, 27 de fevereiro de 2009

o que a arquitetura me permitiu...

Já se passou um bom tempo desde o dia 18 de dezembro de 2009, minha banca final!
Mas como foram penosos os dias que antecederam a data.

Sem grandes divagações e abordagens profundas do ser...Acompanhando o momento mais pragmático que tomou meu cotidiano:

O resultado de mais de um ano de paixão, pesquisa intensa, reflexões..o que a arquitetura me permitiu realizar!!!

"Uma casa: ensaio quase poético para um anteparo à existência"