segunda-feira, 31 de maio de 2010
[ela, a casa...] ...nos permite sonhar em paz...
"Porque a casa é o nosso canto do mundo. Ela é, como se dia amiúde, o nosso primeiro universo.
É um verdadeiro cosmos. Um cosmos em toda acepção do termo. Vista intimamente, a mais humilde moradia não é bela?"
Gaston Bachelard - A Poética do Espaço - p.24
domingo, 23 de maio de 2010
[black box] what is yours?
Seria possível uma apropriação sólida entre o conceito de "caixa preta"e a apropriação desse
símbolo por Mondrian, Malevich... como parte do trajeto artístico, como referência de si mesmo?
Penso em talvez como se aplica esse conceito na relação arquiteto-sujeito de projeto.
E a palavra "sujeito"usada muito conscientemente na sua condição filosófica, enquanto
elaboração distante.
Encontro em Lucien Kroll, e em todo o escopo da Internacional Situacionista, uma inquietante
angustia reacionária em relação à imposta estanqueidade Modernista, a padronização (leia-se
aqui no sentido de homogeneizar um todo na realidade heterogêneo), e o distanciamento com
que tratavam seus projetos e as comunidades as quais era destinadas.
Um tratado de normas, considerações (...)
símbolo por Mondrian, Malevich... como parte do trajeto artístico, como referência de si mesmo?
Kazimir Malevich - Rússia - Suprematismo 1914/15-
"Quadrado Preto sobre fundo Branco"
Penso em talvez como se aplica esse conceito na relação arquiteto-sujeito de projeto.
E a palavra "sujeito"usada muito conscientemente na sua condição filosófica, enquanto
elaboração distante.
Encontro em Lucien Kroll, e em todo o escopo da Internacional Situacionista, uma inquietante
angustia reacionária em relação à imposta estanqueidade Modernista, a padronização (leia-se
aqui no sentido de homogeneizar um todo na realidade heterogêneo), e o distanciamento com
que tratavam seus projetos e as comunidades as quais era destinadas.
Um tratado de normas, considerações (...)
domingo, 18 de abril de 2010
um "entre" apenas...
Por tantas e tantas vezes me coloco entre a angustia de escrever...
Entre tantas e tantas questões, a da incompletude me atormenta e
transforma um prazeroso exercício de abstração em um sofrido embate
interno...
segunda-feira, 5 de abril de 2010
SANAA
a pequenas aberturas..(claro que o "pequenas aberturas" relaciona-se diretamente com
o porte do edifício..rs..)...
Gosto da forma respeitosa com que nos sugere "visões", enquadramentos...sensações...
como nos oferece o olhar do arquiteto, e a partir dele..gerar em cada retina seu próprio
reflexo, seu sentido único...a partir de um...
sexta-feira, 2 de abril de 2010
Incompreensões...alguns intercruzamentos...alguns paradigmas...
Como é recorrente a discussão do processo de projeto
frente aos modelos de tripartição burguesa tão reforçados
pelas ofertas mercadológicas.
Como ano após ano, essa discussão suscita interesse, desperta
até uma certa ira, e consegue dividir opiniões.
E como...ainda existem olhares que padecem de traços pueris, ingenuos...
irritantemente imaturos.
É quase inconpreensível, como que ainda hoje permitem e sustentam o heroísmo
inovador Moderno nas disciplinas de graduação.
Impõem a repetição da releitura de um modelo pronto ( Sim, pq o Moderno traz
um modelo pronto com nova roupagem...pouco avanço no que concerne a essência do
morar, do espaço, da arquitetura concebida), e acreditam que isso "forma"arquitetos.
domingo, 28 de fevereiro de 2010
ENTRE "GALERIAS"...
...galerias...
de arte..de águas pluviais...e por aí vai...
http://www.youtube.com/watch?v=diNpDCKurKo&feature=related
de arte..de águas pluviais...e por aí vai...
http://www.youtube.com/watch?v=diNpDCKurKo&feature=related
domingo, 21 de fevereiro de 2010
os "entres" nas artes, na vida, nos pensamentos...
Eu havia acabado de me deparar com os vazios, os "entres" na arquitetura do museu judaico em Berlim, projeto do arquiteto Daniel Libeskind, e parece que esse inacabado da obra me instiga.
Em Libeskind, os vazios transbordam dor, o silêncio ecoa o sofrimento vivido e que a obra busca retratar
respeitosamente.
Photo : E. & P. Hesmerg
Disponível em: http://www.musee-rodin.fr/images/imagra/S1002.jpg.
Acesso em: 21 fev 2010.
Em Libeskind, os vazios transbordam dor, o silêncio ecoa o sofrimento vivido e que a obra busca retratar
respeitosamente.
Mas parece que a questão dos "entres" não é novidade, mas
recorrente nas obras e questionamentos de alguns artistas.
"O Beijo", escultura em mármore de Rodin...carrega no âmago da paixão, no leito do amor retratado a dúvida, a diagonal vazia entre dois corpos que da entrega fazem poesia, dúvida e caos.
O beijo, que do amor tiraria seu fôlego...
O beijo, que na verdade não acontece...
O beijo, que não beija...
Le Baiser, 1888 - 1889
marbre - 181,5 x 112,3 x 117 cmPhoto : E. & P. Hesmerg
Disponível em: http://www.musee-rodin.fr/images/imagra/S1002.jpg.
Acesso em: 21 fev 2010.
terça-feira, 16 de fevereiro de 2010
Uma introdução para um recomeço...
2010... a cada ano todos fazemos planos...
Sempre é tempo...
=]
um novo trabalho, mais livros lidos...
um novo amor, novos amigos...
possíveis viagens...novos sonhos, novas realidades...
novos aromas, espacialidades, cotidianos...
Aqui, o diário, desabafos... desse trajeto cheio de desafios, novidades
e paixão, mta paixão por Arquitetura e Arte.Sempre é tempo...
=]
domingo, 13 de dezembro de 2009
um presente...Bachelard
“Pelos poemas, talvez mais do que pelas lembranças, tocamos o fundo poético do espaço da casa [...]: a casa abriga o devaneio, a casa protege o sonhador, a casa nos permite sonhar em paz” (1974, p. 359).
A Poética do espaço - Gaston Bachelard
terça-feira, 13 de outubro de 2009
entre nietzsche, palladio e mies...
...uma angústia para ser vivida.
A construção de idéias, conceitos que não passam de palavras.
A ilusão da genialidade Corbusiana, a hipócrita inovação moderna,
Só foi inovação enquanto experimentação nas classes baixas.
A casa de Gropius, ícone da Bauhaus, não passa de tripartição burguesa...
A confusão conceitual e comportamental enquanto postura profissional
que se criou 5 anos atrás perdura até as mais profundas reflexões atuais.
O confrontar-se com angustias, lidar com incertezas e aceitá-las
como parte inerente à condição humana enquanto resultado de
uma formação heterogênea e rica em diversidade.
A recorrência secular da arquitetura de fachadas se apresenta
a mim inclusive como parte da arquitetura acadêmica,
e o não saber como lidar com essa verdade é, no mínimo, desconcertante.
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