terça-feira, 16 de fevereiro de 2010

Uma introdução para um recomeço...

2010... a cada ano todos fazemos planos...









um novo trabalho, mais livros lidos...
um novo amor, novos amigos...
possíveis viagens...novos sonhos, novas realidades...
novos aromas, espacialidades, cotidianos...

Aqui, o diário, desabafos... desse trajeto cheio de desafios, novidades
e paixão, mta paixão por Arquitetura e Arte.

Sempre é tempo...

=]

domingo, 13 de dezembro de 2009

um presente...Bachelard






“Pelos poemas, talvez mais do que pelas lembranças, tocamos o fundo poético do espaço da casa [...]: a casa abriga o devaneio, a casa protege o sonhador, a casa nos permite sonhar em paz” (1974, p. 359).

A Poética do espaço - Gaston Bachelard

terça-feira, 13 de outubro de 2009

entre nietzsche, palladio e mies...

...uma angústia para ser vivida.


A angustiante verdade da insolúvel arquitetura enquanto idealização.
A construção de idéias, conceitos que não passam de palavras.
A ilusão da genialidade Corbusiana, a hipócrita inovação moderna,
Só foi inovação enquanto experimentação nas classes baixas.



A casa de Gropius, ícone da Bauhaus, não passa de tripartição burguesa...
A confusão conceitual e comportamental enquanto postura profissional
que se criou 5 anos atrás perdura até as mais profundas reflexões atuais.



O confrontar-se com angustias, lidar com incertezas e aceitá-las
como parte inerente à condição humana enquanto resultado de
uma formação heterogênea e rica em diversidade.



A recorrência secular da arquitetura de fachadas se apresenta
a mim inclusive como parte da arquitetura acadêmica,
e o não saber como lidar com essa verdade é, no mínimo, desconcertante.

domingo, 16 de agosto de 2009

depois de 5 anos...


A Arquitetura para mim...



A Arquitetura entendida pura e simplesmente como ambiente construído fisicamente é no mínimo um conceito atrasado e leigo. Arquitetura é sonho, é romper paradigmas e tabus, é acreditar no imaterial, no virtual. Arquitetura é pensamento, é libertação, é alimento para a alma de uma aspirante à arquiteta que se esbanja com deliciosas palavras que enaltecem a beleza da profissão. É uma conversa agradável em uma mesa de bar, é divagar por aí sem pensar em nada e em tudo ao mesmo tempo, é acreditar que podemos sim fazer a diferença, com a sutil diferença de não esperar nada em troca. É inquietação e inconformismo. É saber que arquiteto não é aquele que faz mansões, mas aquele que sabe de seu papel social nas cidades e sociedade.
Arquitetura não existe apenas com tijolos e concreto armado. Arquitetura existe com paixão, de quem por ela morre de amores e nela acredita. Arquitetura é a forma, o traço, o simples e o complexo... Arquitetura é vida!

sexta-feira, 27 de fevereiro de 2009

o que a arquitetura me permitiu...

Já se passou um bom tempo desde o dia 18 de dezembro de 2009, minha banca final!
Mas como foram penosos os dias que antecederam a data.

Sem grandes divagações e abordagens profundas do ser...Acompanhando o momento mais pragmático que tomou meu cotidiano:

O resultado de mais de um ano de paixão, pesquisa intensa, reflexões..o que a arquitetura me permitiu realizar!!!

"Uma casa: ensaio quase poético para um anteparo à existência"

quinta-feira, 30 de outubro de 2008

Terapia Forçada de Graduandos >>>TFG

Tfg...?


Parece algo racional e coerente, a ser planejado, elaborado e concluído..simples assim! Um TFG vai muio além de um trabalho final de graduação (pelo menos é o q tem sido para mim...)
Ele é um espelho da nossa alma, nosso estado de espírito, um reflexo de como lidamos com os obstáculos ao longo do caminho percorrido.
Meu medo é que ele reflita de tal modo, a expôr-me por inteira.


Arquitetura, desde que tornei "íntima" dela, tornou-se minha melhor companhia, amiga e fiel. Arrebatou-me com uma paixão, prendeu a elas meus melhores sonhos, tomou para si meus melhores anos, minhas mais incríveis lembranças.


E agora, o TFG, uma despedida em meio a tantas turbulências, que assim eu não queria q fosse. Pena não podermos controlar tudo a nossa volta e programarmos cada passo friamente..com o calculismo exato de um perfeccionista nato.


Fico a mercê de um trabalho de faculdade, que expõe a minha vida e minhas crises, e com a incoerência de ainda assim não ser o melhor de mim, e sem eu saber se sou eu mesma, ou apenas máscaras..."Máscaras" que me perseguem desde que tomei consciência da minha existência. "Máscara" indissolúvel, "Máscara" hipócrita... "Máscara" que nem eu sei definir de tantas que são.


Eu sou.."Máscaras", "apaixonada"

Acho que eu sou quem eu não gostaria...

segunda-feira, 27 de outubro de 2008

O lugar de uma utopia...existe?

A banca, dada por iniciada e lá pelas tantas um questionamento que eu própria não sabia responder. Há lugar físico para um pensamento utópico? Conseguiria eu materializar uma idéia?

(Friza-se que naquele momento nem idéia muito bem formada era, eu costumava dizer q era ainda a "fagulha de uma idéia"...)

Um dos grandes resultados enriquecedores daquela discussão proporcionada por duas, das três cabeças que estavam na banca, pq uma delas, coitada, pôs se a discutir união matrimonial em meio a Nietzsche. Algo que os presentes e eu nos recusávamos a acreditar. Pior, uma pessoa com esse paupérrimo senso crítico "lecionava" na instiuição em questão, algo ainda mais dificil de acreditar.

Ah, desculpem o desabafo, mas as vezes o MEU senso crítico vem a tona e não dá... Ouvi "besteira" em demasia para uma só "pré-banca"... Para felicidade geral dos formandos com o mínimo de cérebro em uso naquela faculdade, a feliz pessoa q se prestou a discutir questões matrimoniais particulares diante da filosofia existencialista de Nietzsche, já não se encontra mais em solo uberabense...ufah!

Voltando ao assunto principal: o lugar de uma utopia, mais especificamente a "minha" utopia...

muito pobremente eu imaginava um terreno amplo em um eixo dorsal da cidade de Uberaba, claro que, uma idéia estúpida e muito aquém da minha proposta de TFG. É incrível como algumas coisas bobas nós nunca conseguimos observar sozinhos e com a ajuda da banca, decidimos que para um projeto utópico nada melhor que tudo se realize na virtualidade, algo tão óbvio, e que eu não havia enxergado até então.

>>> a primeira "pré-banca" a gente nunca esquece...



Até o presente momento, foram tantos os acontecimentos que privaram-me de aqui relatá-los em seu tempo verdadeiro.

Com certo atraso, consta aqui a experiência de minha primeira pré-banca.

Algo entre o deslumbramento, o medo e a conquista.

Deslumbramento com o novo, inesperado, a surpresa com algo dentro de mim que ainda era desconhecido. Uma mistura de algo estranho com não-sei-o-quê...rs..

A conquista de ter meu trabalho reconhecido, obviamente, com muitas ressalvas entre um reconhecimento e outro. Gratificante ver tanto tempo de trabalho árduo, revezando entre mamadas, fraldas trocadas e noites em claro no notebook escrevendo meu TFG.

quarta-feira, 9 de julho de 2008

O limite entre as máscaras, interpretação e insanidade...







Um Louco em Desespero

Ai de mim! O que escrevi na mesa e na parede,
Com meu coração de louco, com minha mão de louco,
Devia decorar para mim mesa e parede?...

Mas vocês dizem: “As mãos de louco rabiscam,
É preciso limpar a mesa e a parede
Até que o último traço tenha desaparecido!”

Permitam! Vou dar-lhes uma pequena mão –
Aprendi a utilizar a esponja e a vassoura,
Como crítico e como homem de trabalho.

Mas quando o trabalho estiver findo,
Gostarei muito de vê-los, supersábios que vocês são,
Mesa e parede de sua sabedoria, sujas...

NIETZSCHE, a gaia ciência, p. 275

Intimidade _ um elogio ao ser e à solidão

>>>
...o desvelamento da intimidade como fuga à coerção social e busca individual
A busca pela sublimação pretendida e o alcance de ir "alto e além", o super-homem, leva a discussão da intimidade e a cognição dela em relação ao ser.
A intimidade traz consigo uma particularidade do anseio humano. A necessidade do momento íntimo se mostra presente desde o surgimento da sociedade.
Hoje como é concebida a intimidade, só se deu ao longo de transformações históricas, passando a assumir diferentes aspectos para diferentes contextos. E ela liga-se ao fato de negar a forma como era vista a privatividade pelos gregos e romanos, como privação dos desejos impulsos próprios do comportamento humano, exatamente aquilo que o presente trabalho se propõe a combater.

O espaço da vivência social, do lazer e do convívio se fecha em torno da moradia. A negação da exposição social fez com que ele invertesse sua posição e passasse para o fundo do lote. Essa é a “descoberta” da intimidade, onde “a esfera pública tornou-se um fardo a ser negado[1]”.

[1] DUDEQUE, 2000, p.81